A região metropolitana de Belo Horizonte

A região metropolitana de Belo Horizonte

Belo Horizonte nasceu sob o signo do planejamento e com um projeto claro. Mas ao longo do tempo, as forças da economia e do mercado superaram o que o plano original determinava.
O decreto governamental de 1895 estabelecia como deveriam ser ruas, praças e lotes:

Art. 2º – A sua área será dividida em seções, quarteirões e lotes, com praças,
avenidas e ruas necessárias para a rápida e fácil comunicação dos seus habitantes, boa ventilação e higiene […].
Art. 3º – As praças e ruas receberão denominações que recordem as cidades,
rios, montanhas e datas históricas mais importantes, quer do próprio Estado de
Minas Gerais, quer da União, e bem assim, os cidadãos que, por serviços relevantes houverem merecido da Pátria Brasileira.
Art.4º – Na mesma planta serão designados os lugares destinados para os edifícios públicos, templos, hospitais, cemitérios, parques, jardins, matadouros, mercados, etc.; quarteirões que convenha deixar reservados; e, bem assim os lotes destinados a concessões aos funcionários públicos estaduais e aos proprietários de casas em Ouro Preto […].
Mas já nos anos 1930 do século passado, a cidade enfrentava uma crise urbana resultante do crescimento dos subúrbios, onde a administração pública não impunha o mesmo rigor urbanístico mantido na área central. Em pouco tempo, o centro urbano foi cercado por dezenas de vilas que pipocavam ao longo do território, desenhando um tecido urbano extenso e pouco denso, cujos serviços de infra-estrutura não supriam as demandas de sua população.
E a partir dos anos 40 e 50, Belo Horizonte firmou-se como um centro urbano-industrial, muitas vezes maior e mais extenso que o núcleo central imaginado como uma estrutura lógica e racional.
Processo que só se agravou na década de 70 e nas seguintes, até chegar ao cenário atual: a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, com uma população de 5.152.217 habitantes, conforme o Censo Estimativo de 2013, sem contar o colar metropolitano. O produto metropolitano bruto (PMB) somava em 2010 cerca de 132,9 bilhões de reais , dos quais aproximadamente 45% pertenciam à cidade de Belo Horizonte.


Artigos relacionados

São Paulo e Rio – potencial para serem cidades globais

Nova York, Londres, Paris, Tóquio e Hong Kong lideram o ranking da A. T. Kearney, uma consultoria internacional, como as cidades mais globais do planeta. Antes da atual crise argentina, Buenos Aires entrou na lista dos 20 lugares que mais

Estatuto da Cidade

Foto do acervo Imagens USP O Estatuto da Cidade, definido pela lei federal 10.257, de 10 de julho de 2001 estabelece premissas importantes para a gestão urbana: Em todas as decisões tomadas para o futuro da cidade, o interesse do coletivo

As maiores cidades do Brasil

São Paulo ………11,2 milhões de habitantes Rio de Janeiro…..6,3 milhões Salvador…………..2,6 milhões Fortaleza…………2,4 milhões Belo Horizonte…2,3 milhões Brasília………….. 2 milhões Manaus…………..1,9 milhão Curitiba……………1,7 milhão Recife……………..1,5 milhão Porto Alegre……..1,4 milhão Embora permaneçam à frente, São Paulo e Rio estão entre as

Sem comentários

Escreva um comentário
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar esta postagem.

Escreva um comentário

Deixe uma resposta