Arquiteturas: Galeria Metrópole

Arquiteturas: Galeria Metrópole

Arquitetos diferentes, projetos diferentes, mas que compartilhavam algo em comum: a ideia de transitar entre a esfera pública e privada das ruas do centro de São Paulo.

Nascida de um único e novo projeto entre os arquitetos Gian Carlo Gasperini e Salvador Candi, ganhadores do concurso realizado na época para escolher a melhor proposta arquitetônica do edifício, a Galeria Metrópole é um importante exemplar da arquitetura moderna da década de 60 na cidade de São Paulo.

Situada entre a Avenida São Luís e a Praça Dom João Gaspar, fazendo parte de uma paisagem composta por outros prédios famosos, como o Terraço Itália e o Copan, a Galeria explicita o cuidado dos autores em conciliar as formas modernas com as características espaciais tradicionais presentes na capital paulista.

Em um contexto de reestruturação do sistema de circulação viário do território urbano, resultando em uma série de obras impactantes sobre a região central, os arquitetos viram a oportunidade de colocar em prática experiências arquitetônicas que ajudaram na modernização da região.

Com corredores amplos, compostos por aberturas centrais e varandas que proporcionam grande luminosidade natural durante o dia, Gasperini e Candi incorporaram o espaço privado do edifício com o passeio público em volta, dando a sensação de que a Praça Dom João Gaspar, por exemplo, seja parte integrante da construção.

Durante os anos 60 a Galeria Metrópole teve seu auge de popularidade. Contando com bares e boates da moda, lojas chiques e um dos primeiros cinemas da cidade, o espaço era ponto de encontro para intelectuais e movimentos culturais. Entretanto, o edifício não ficou ileso à decadência do centro e ao longo dos anos foi perdendo suas características.

As butiques deram espaço para lojas populares e diversas agências de turismo começaram a dominar o complexo. Após 30 anos deixada de lado, um movimento de retomada do centro fez com que a Galeria voltasse a ser procurada por novos ocupantes, sendo redescoberta pela esfera criativa e cultural.

Atualmente, o espaço abriga estúdios de design e artes plásticas, escritórios de arquitetura e publicidade, além do bar badalado Mandíbula, chegando ao ponto de criar uma fila de espera para novos locadores, já que 100% dos imóveis estão ocupados.

Se interessou pelo projeto de Gasperini e Candi? Então não perca o próximo episódio da série Arquiteturas, do SescTV, que vai ao ar no dia 19 de março, às 21 horas. O programa vai mostrar de perto a arquitetura do local e falar com gente que entende sobre o assunto e que está ligada ao espaço.


Tags:
São Paulo

Artigos relacionados

Conheça as principais diretrizes do Código de Ética dos arquitetos e urbanistas

Preparamos uma lista de 6 diretrizes do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR que você precisa conhecer, mesmo não sendo um arquiteto.

Sindicato faz campanha para valorizar o jovem arquiteto

Lista de orientações do Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul para valorizar o arquiteto em início de carreira.

Espaço de residencia na Vila Itororó será revitalizado

O instituto Goethe-Institut São Paulo lançou um concurso que escolherá 10 projetos para restaurar a “Casa 8”

Sem comentários

Escreva um comentário
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar esta postagem.

Escreva um comentário

Deixe uma resposta