As mulheres que venceram o Pritzker

As mulheres que venceram o Pritzker

No mês das mulheres, a revista Vogue discorre sobre a participação feminina na história do Prêmio Pritzker.  

 

Por GIOVANNA MARADEI

Embora sejam inegáveis os méritos de destacar um nome tão relevante quanto do arquiteto e professor Balkrishna Doshi, primeiro indiano a vencer o Pritzker, o “nobel da arquitetura” deste ano decepcionou, ou ao menos surpreendeu, ao não eleger uma mulher para o prêmio que até hoje é considerado o mais importante da arquitetura mundial.

Distanciando-se da avalanche de iniciativas que buscam compensar a histórica desvalorização de trabalhos assinados por mulheres, a premiação criada em 1979 por Jay A. Pritzker, e sua esposa Cindy, seguiu uma linha editorial que tem ganhado força nos últimos anos: a de premiar arquitetos com grandes mensagens por trás de seus trabalhos, além de um olhar especial para as questões sociais. Infelizmente, parece que os jurados não encontraram nenhuma mulher com este perfil.

A ausência de nomes femininos no Pritzker não é novidade, apesar de chamar especial atenção em um ano em que os movimentos feministas ganham visibilidade internacional, na história apenas uma mulher venceu sozinha o prêmio, Zaha Hadid, e outras duas ganharam ao lado de seus parceiros homens, Carme Pigem e Kazuyo Sejima.

Zaha Hadid

Nascida em Bagdá, no Iraque, Zaha Hadid (1950 – 2016) é talvez a arquiteta mais conhecida – e reconhecida da atualidade. Além de ser a primeira mulher reconhecida pelo Pritzker, em 2004, ela foi a primeira a conquistar o Royal Gold Medal, aprovada pessoalmente pela Rainha da Inglaterra e dada a uma personalidade que tenha tido uma influência significativa direta ou indiretamente no desenvolvimento da arquitetura.

Com traços modernos, a iraquiana ficou famosa por seus projetos de ares futuristas que mesclam formas orgânicas, superfícies brilhantes, concreto e muita criatividade e é a responsável por projetos como o  Messner Mountain Museum Corones, museu futurista encravado no topo de uma montanha nos Alpes italianos.

Kazuyo Sejima

Sócia-fundadora do escritório SANAA, a arquiteta japonesa foi a segunda mulher a vencer Pritzker Prize, sendo premiada ao lado do sócio Ryue Nishizawa. Conhecida pelo uso de formas modernas, cubos e superfícies lisas, limpas e brilhantes, a arquiteta se formou na Universidade de Mulheres do Japão e logo após sua formatura trabalhou com nomes como Toyo Ito, antes de abrir seu próprio estúdio em Tóquio em 1987.

Em 1992, Kazuyo Sejima foi nomeada o Jovem arquiteta do ano do Japan Institute of Architects no Japão e, durante sua carreira, já lecionou na Universidade de Princeton, na Politécnica de Lausanne, na Universidade de Arte de Tama e na Universidade de Keio.

 

Carme Pigem

A arquiteta espanhola é a única mulher do primeiro trio de arquitetos premiado pelo Pritzker. Sócia-fundadora do RCR Arquitectes ela trabalha ao lado de Rafael Miranda e Rámon Vilalta desde 1988. O trio foi laureado por desenvolve trabalhos que surpreendem pela conexão com o entorno, respeitando sua história e sua geografia ao máximo, transformando cada uma de suas construções em uma experiência. Desde 2005 Carme é professora no Departamento de Arquitetura do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Suíça.

 

Via Casa Vogue



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