Athos Bulcão: arte e arquitetura

O artista é conhecido por criar o imaginário visual de Brasília

 

Athos nasceu no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918 e passou sua infância em Teresópolis. Foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação.

Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira entre outros. Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na Pampulha

Fora dos museus e galerias, as obras de Athos Bulcão são abertas ao público em geral. Segundo a Fundação que leva seu nome, sua arte é ofertada acidentalmente àqueles que “passam para ir ao trabalho, à escola ou simplesmente passeiam pela cidade”.

Os trabalhos de Bulcão ganharam maior visibilidade em Brasília. Ele foi responsável  pelos painéis de azulejos do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek (1993), do Brasília Palace Hotel (1958), do Edifício Camargo Corrêa, de diferentes ambientes do Congresso Nacional, entre outros locais.

A partir da década de 1960 seus trabalhos passaram a contar com o manuseio de operários que os assentavam. A colocação dos azulejos, que antes era feita de maneira minuciosa pelo artista, passava então a ser executada por esses novos assentadores de azulejo. Esse procedimento foi adotado pela primeira vez em 1962, no projeto de Oscar Niemeyer para Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Athos Bulcão faleceu no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos. Ele estava em tratamento contra o Mal de Parkinson desde 1991 no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. No ano de seu centenário, a Fundação Athos Bulcão convida amigos, parceiros e seus admiradores para abertura de uma exposição e lançamento de novos múltiplos de arte, no dia 07 de julho, das 16h às 19h.

Fonte: Nexo

 

 



Artigos relacionados

Especial Dia da Mulher: Elisabete França

Elisabete é arquiteta e urbanista nascida em Curitiba. Atualmente é diretora do Studio2E Ideias Urbanas e professora em cursos de graduação e especialização, em instituições como a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e o núcleo de estudos USPCidades. Entre 1993 e 2000, coordenou o Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga, respondendo pela urbanização de mais de 100 favelas, entretanto, sua atuação recente mais conhecida aconteceu durante sua gestão como Superintendente da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, entre 2005 e 2012.

Projeto “Volume Vivo” investiga a crise hídrica do estado de São Paulo

Preocupado com a pior crise hídrica que a cidade de São Paulo vive nos últimos 80 anos, o cineasta Caio Ferraz resolveu fazer uma série de mini documentários sobre o assunto para explicar as múltiplas causas da falta de água.

Arquiteturas: Parque Sitiê

um lixão que virou parque.

Sem comentários

Escreva um comentário
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar esta postagem.

Escreva um comentário

Deixe uma resposta