Biblioteca do Parque Villa Lobos concorre a melhor do mundo

A Biblioteca do Parque Villa Lobos (BVL), localizada na região oeste de São Paulo, concorre ao prêmio de melhor biblioteca pública da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA). Ela está entre as cinco finalista, junto com espaços da Noruega, Holanda, Estados Unidos e Cingapura.

A vencedora, que será conhecida no dia 28 de agosto, durante reunião da IFLA em Kuala Lumpur, Malásia, receberá um prêmio no valor de 5 mil dólares (cerca de R$19,4 mil). Entre os critérios para a escolha do primeiro lugar estão: interação com o entorno; programação de serviços e atividades; se a biblioteca oferece oportunidades de ensino e se é usada de forma a enriquecer as experiências dos usuários.

Ocupando uma área de aproximadamente quatro mil metros quadrados dentro do parque, a BVL oferece diversos aparelhos de tecnologia assistiva, como folheadores de páginas, mesa ergonômica, leitora autônoma, reprodutor de áudio, régua braille, teclado e mouse adaptados, computadores com leitor de tela, mouse e teclados adaptados.

 

 

O local ainda conta com salas de criatividade; sala de jogos eletrônicos; ludoteca; computadores com acesso à internet; espaços que visam tranquilidade no momento da leitura; e um deck, com vista para o parque.

São milhares de pessoas que passam pelo parque e frequentam a BVL. Segundo o último levantamento de dados, no ano de 2017 a Biblioteca registrou uma frequência de 287.026 pessoas, sendo 19.970 sócios ativos. Foram mais de 170.000 itens circulados – soma de consultas e empréstimos; e realizadas mais de 900 ações culturais.

Sua construção ocupa um pavilhão de concreto, aço e vidro, projetado pelo arquiteto Décio Tozzi. Ela foi inaugurada em 2013 com a intenção de sediar um centro de referência em educação ambiental, mas a Secretaria do Estado do Meio Ambiente de São Paulo nunca chegou a ocupar o local e com isso, a obra foi destinada à BVL.

O profissional priorizou o uso do concreto aparente, criando pórticos interligados a uma grelha na fachada, onde se destacam varandas abertas para os espelhos d’água que rodeiam a construção. Internamente, os grandes vãos, de pé‑direito duplo, e as generosas aberturas protegidas por esquadrias com vidros transparentes criam ambientes iluminados.

Os interiores foram desenvolvidos por Marcelo Aflalo. Entre as adequações para abrigar a biblioteca, Marcelo usou alguns artifícios para criar conforto ambiental e reduzir o excesso de luminosidade como a instalação de películas para proteção solar sobre as placas de vidro da cobertura, conforme destaca o site da instituição. Nas fachadas, o projeto procurou proteger os interiores da farta insolação com uma malha de cabos de aço recoberta por vegetação, que funciona como filtro solar e atenuador da temperatura.

Parte do térreo é ocupada por praça circular que conta com uma estrutura bem particular com “pétalas” semitransparentes que filtram a luz solar direta. Sob ela, uma oca de madeira que funciona como mobiliário em grande escala, com piso de tatame, almofadas e pufes. O espaço é usado para narrações lúdicas e contação de histórias. Um painel de grande formato resume a história da Terra e os impactos da ação humana sobre ela.

 

Fonte: HAUS

 



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