Burle Marx: aniversário e homenagem em exposição em Nova York

Roberto Burle Marx nasceu no dia 04 de agosto de 1909. Neste mês completaria 110 anos. 

Seu fascínio pela beleza e diversidade da vegetação brasileira se dá a partir no final da década de 1920, quando Roberto e sua família de mudam para Berlim. A visita ao Jardim Botânico de Dahlen marca o início da sua relação com o paisagismo, das suas expedições botânicas, da sua coleção posterior no Sítio Burle Marx e de seu trabalho constante na defesa do meio ambiente e sustentabilidade. 

Se firma como um artista singular no campo do paisagismo. Reconhecido nacionalmente e internacionalmente por mesclar no seu trabalho o conceitos de arquitetura, ecologia, botânica,, design, ciência e arte.

De volta ao Brasil, em 1934, idealiza e desenvolve seu primeiro projeto de jardim público: a Praça de Casa Forte, no Recife. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. 

Burle Marx ainda participou da elaboração paisagística do jardim do atual Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro; projetou o jardim do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte; projetou o paisagismo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o MAM. Em 1961, projeto o paisagismo para o Eixo Monumental de Brasília, e para o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Ainda no final dessa década, participou também de projetos internacionais, como o paisagismo da Embaixada do Brasil em Washington, D.C., nos Estados Unidos.

Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão concentradas suas obras – embora possam ser encontradas ao redor do mundo. Até o mês de setembro de 2019, por exemplo, Burle Marx é tem a maior exposição da história do Jardim Botânico de Nova York. São apresentadas mais de 80 espécies de plantas tropicais.

“Burle Marx foi um gênio, um gênio em todos os sentidos. A gente conhece Burle Marx sobretudo como paisagista, mas eu acho que Burle Marx foi muito mais do que isso. Ele foi uma explosão de energia na cena brasileira e na cena mundial”, diz Edward Sullivan, curador da exposição que levou cerca de três anos para ser planejada. 

 

Fonte: Escritório Burle Marx; Globo

 



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