Conjunto Habitacional do Pedregulho

Conjunto Habitacional do Pedregulho

Na entrada de sua casa há um mosaico de Cândido Portinari. Para dizer isso não é preciso ser um rico colecionador de arte, basta ser um morador do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho, projetado pelo arquiteto modernista Affonso Eduardo Reidy, em 1946. A obra foi concluída em 1952 e é uma das mais importantes do modernismo brasileiro.

O conjunto chama atenção na paisagem do bairro de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro. Foi criado originalmente para ser moradia dos funcionários do Distrito Federal, antigo estado da Guanabara. As soluções propostas por Reidy nesta construção lhe conferiram fama internacional. Estruturalmente, o edifício apresenta linhas sinuosas que acompanham a topografia do terreno e uso da ventilação cruzada, ou seja, todos os apartamentos possuem janelas dos dois lados do edifício. Essa preocupação com a qualidade de vida do morador também vem com o planejamento urbanístico do conjunto. O Pedregulho tem sua própria escola, posto de saúde, espaços esportivos, piscina, jardins e áreas de lazer.

Pensado como uma proposta prática de democracia, o Pedregulho adota o conceito de  “máquina de morar”, que adapta a disposição dos equipamentos ao estilo de vida das pessoas, favorecendo a socialização. Algo impensável para a época, Reidy incluiu uma lavanderia, com máquinas trazidas da Alemanha. A ideia era otimizar o tempo das mulheres nas tarefas domésticas para que tivessem mais tempo para se dedicar ao trabalho e a cuidar dos filhos.

Atualmente, o conjunto Pedregulho sofre com degradação de vários de seus equipamentos. O posto de saúde está sem telhado e há pontos viciados de lixo nos jardins projetados por Burle Marx.



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