Dia Mundial das Cidades

ONU faz chamada para repensar cidades mais sustentáveis

Na edição deste ano, o Dia Mundial das Cidades, comemorado no dia 31 de outubro pela Organização das Nações Unidas (ONU), adotou o tema Cidades Sustentáveis e Resilientes. O tema de 2018 é uma chamada para ações que transformem as cidades em lugares mais seguros, para proteger e melhorar a vida das pessoas, “não deixando ninguém para trás”. A data é um evento global que tem a intenção de promover o desenvolvimento urbano sustentável nas cidades de todo o mundo.

O evento encerra as ações do “outubro urbano” iniciadas com a comemoração do Dia Mundial da Arquitetura no início de outubro. A programação tem cinco importantes eixos: Ações Climáticas, Resiliência Econômica e Social, Governança e Descentralização, Atualizações de informalidade e Crises Urbanas Humanitárias. ” No âmbito da Nova Agenda Urbana, definida pela Habitat III, há uma dedicação assertiva e renovada entre a comunidade global para garantir que nossas cidades se expandam de forma sustentável”, diz o documento.

De acordo com a ONU, em 2050, 70% da população global viverá em cidades. E 60% dos novos assentamentos urbanos ainda estão para ser construídos, o que representa uma grande oportunidade para criar cidades mais resilientes e sustentáveis.

Atualmente mais da metade  da população vive em áreas urbanas e isso faz com que as cidades enfrentem mudanças demográficas, ambientais, econômicas, sociais e desafios espaciais.  Por estas razões a ONU vai se reunir com as autoridades locais, regionais e nacionais, governos, parceiros, comunidades de prática e residentes para aumentar a conscientização sobre a importância de cidades resilientes e ações inspiradoras para construir resiliência para mais cidades sustentáveis.

 

“Resiliência urbana é a capacidade mensurável de qualquer sistema urbano, com seus habitantes, para  além de todos os choques e tensões, adaptar-se positivamente e tornar-se sustentável. Uma Cidade Resiliente avalia, planeja e age para preparar e responder aos riscos – naturais e provocados pelo homem, de início súbito e lento, esperados e inesperados – para proteger e melhorar o desenvolvimento seguro das pessoas, ganhos, fomentar um ambiente de investimento e impulsionar mudanças positivas”, diz a nota oficial do evento.

Os principais desafios à resiliência incluem os aspectos econômicos, ambientais, culturais, cívicos, mitigação e recuperação de desastres. De acordo com os dados da ONU, 97% das cidades em países que estão em desenvolvimento não atendem aos padrões de qualidade do ar. Em cidades de países desenvolvidos apenas 49% das cidades atendem as demandas.

Em nota a ONU declarou que nos países em desenvolvimento, a falta de capacidade para gerenciar o rápido crescimento urbano, fruto da expansão populacional, está ocorrendo sem um planejamento oficial. Uma grande parte da demanda habitacional é atendida de forma crescente e informal em assentamentos frequentemente localizados em áreas expostas a perigos.

A ONU traçou as três principais características que as cidades devem alcançar para se tornarem um ambiente resiliente. A primeira é a persistência, que consegue fazer com que as cidades se antecipem e se preparem para enfrentar impactos e choques atuais e futuros. A segunda é a adaptação, pois um local adaptável considera não apenas riscos previsíveis, mas também aceita os atuais e futuros problemas e incertezas. E por último, a inclusão, pois um cidade inclusiva centra-se nas pessoas, entendendo que ser resiliente implica em proteger cada pessoa de qualquer impacto negativo, inclusive reconhecendo que pessoas em situações vulneráveis estão entre os mais afetados pelos perigos.

O documento trata também de como deve ser o processo para alcançar uma cidade resiliente e sustentável. É necessário que ele seja integrado, pois só uma cidade integrada é composta e influenciada por indivisíveis sistemas interdependentes e interativos. O processo precisa ser reflexivo, pois um local reflexivo entende que seu sistema e arredores estão mudando continuamente e, por último, precisa ser transformativo. Uma cidade transformadora adota uma abordagem proativa para construir resiliência a fim de gerar uma mudança positiva.

“As cidades não têm capacidade de sozinhas operacionalizarem  esses compromissos nacionais e mudarem da consciência para a ação continua. Essas tendências não mudam, a menos que nós comecemos a trabalhar todos juntos para construir resiliência para mais cidades sustentáveis”, conclui a nota.

 

A matéria completa você encontra na página do CAU/BR



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