Em São Paulo, parques naturais municipais estão abandonados desde maio

Em São Paulo, parques naturais municipais estão abandonados desde maio

Não há quem vigie os parques naturais municipais de São Paulo desde maio deste ano. A empresa responsável, a Atlântico Sul Vigilância e Segurança EIRELI, abriu falência em abril. Em maio seus funcionários abandonaram os postos na capital e desde então as unidades de conservação da cidade estão sem vigilância.

Ao todo, a cidade de São Paulo possui seis parques naturais municipais, equivalente aos já conhecidos parques nacionais, que são unidades de conservação de proteção integral. Dos parques administrados pelo município quatro deles; Itaim, Bororé, Varginha e Jaceguava, foram criados como compensação ambiental pelas obras do Rodoanel Sul. Os outros dois são Cratera de Colônia, também na zona sul, e Fazenda do Carmo, na zona leste, que não deve ser confundido com o Parque do Carmo, que é urbano e aberto ao público sem restrições.

Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a Guarda Civil Metropolitana foi acionada para fazer rondas nas unidades até que outra empresa seja contratada para o serviço, entretanto, não pôde manter guarda fixa por falta de contingente. Ainda não há processo judicial contra a empresa que faliu porque ainda estão sendo feitos os cálculos de rescisão contratual, de acordo com informações da Prefeitura de São Paulo.

O contrato da empresa Atlântico Sul Vigilância e Segurança EIRELI, de anuais R$3.283.525,40 venceria somente em outubro, mas ela não compareceu para receber o pagamento do mês de abril. A empresa de segurança já dava sinais de falência com vários processos trabalhistas por falta de pagamento de adicional de periculosidade em outras cidades do estado. Desde maio, quando equipamentos foram retirados e os vigilantes abandonaram seu postos, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente tenta contato, sem sucesso. A seguradora também não atendeu o contato da reportagem.

Atualmente a prefeitura trabalha para uma nova contratação e os editais estão em fase final. Após sua publicação será iniciado o processo licitatório para escolha da nova empresa para prestar o serviço, previsto para fins de novembro. Em outubro, no seminário Parques do Brasil promovido pelo instituto Semeia e Arq.Futuro, o diretor de unidades de conservação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Leandro de Oliveira Caetano, admitiu a morosidade para contratação de pessoal:

 

 

Atualização:

Em nova nota, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente informou que houve um pregão no dia 10 para contratação de uma nova empresa de vigilância para o parque natural Fazenda do Carmo e que os editais para os parques Itaim, Jeceguava, Bororé e Varginha ainda estão sob análise na assessoria jurídica da Secretaria.



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