Espraiamento

Espraiamento

Espraiamento (urban sprawl) é o termo usado para a expansão horizontal das cidades, ou espalhamento, muito antes de atingir uma densidade demográfica ideal nas áreas já consolidadas. É assim que nascem os bairros-dormitório, que surgem a uma maior distância do centro do que o resto da cidade. Futuramente, esses bairros podem até se tornar cidades-dormitório.

Nos anos 60 e 70, as periferias dos grandes centros urbanos brasileiros cresceram de forma descontrolada, expandindo o tecido urbano. É lá que foram morar os mais pobres, longe de seus empregos e muitas vezes em áreas de risco à ocupação. Isso gera uma grande demanda por serviços, que ficam sem atendimento. Quando as áreas centrais valorizam demais, o preço do metro quadrado fica caro para a população mais pobre, que busca novos espaços.

Em cidades grandes, é comum que pessoas que atingem um certo poder aquisitivo se mudem de suas casas na cidade para bairro distantes, fora da malha urbana, em condomínios onde antes era uma zona rural. Esses condomínios garantem sossego, mas contribuem para  o crescimento horizontal que pode ser danoso ao equilíbrio da cidade, uma vez que gera grandes deslocamentos em áreas de poucos serviços públicos e estimula a mobilidade individual.

Tanto a verticalização, quanto o espraiamento de uma cidade podem ser vantajosos ou onerosos, dependendo da origem do fenômeno, sua velocidade, seu controle e principalmente sua contribuição para a dinâmica da cidade. A maneira como a cidade é planejada, tanto urbanisticamente quanto em sua mobilidade, tem impacto direto nesses dois fenômenos. Veja aqui outros termos arquitetônicos explicados em nosso glossário.


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Urbanismo

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Elisabete é arquiteta e urbanista nascida em Curitiba. Atualmente é diretora do Studio2E Ideias Urbanas e professora em cursos de graduação e especialização, em instituições como a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e o núcleo de estudos USPCidades. Entre 1993 e 2000, coordenou o Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Guarapiranga, respondendo pela urbanização de mais de 100 favelas, entretanto, sua atuação recente mais conhecida aconteceu durante sua gestão como Superintendente da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, entre 2005 e 2012.

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