Filme “EstereoEnsaios São Paulo”: um registro poético da metrópole em 3D

Filme “EstereoEnsaios São Paulo”: um registro poético da metrópole em 3D

EstereoEnsaios São Paulo é um filme-ensaio que revive o espírito dos filmes “Sinfonia de Cidades” da era silenciosa, no contexto estereográfico digital do século XXI. O filme foi composto como sinfonia musical com o intuito de dialogar com o filme São Paulo, Sinfonia da Metrópole, realizado em 1929.

Em EstereoEnsaios, a cidade de São Paulo é revisitada dos pontos de vista macro e micro em um ensaio poético experimental em 3D, que é intercalado com cenas em preto e branco do filme antigo. Atravessando a imensidão de São Paulo, onde as disparidades socioeconômicas e a falta de planejamento urbano geraram uma grande diversidade de edifícios, o filme retrata a cidade do ponto mais alto, o Terraço Itália e também se conecta com o micro espaço de pedestres e vendedores de rua, misturados com a multidão de carros e motocicletas da cidade.

O filme traça a arquitetura modernista de Niemeyer, com suas curvas e movimentos, mostrando a convivência das pessoas em um ambiente futurista e utópico do passado recente. O filme, antes de tudo, reorganiza e ressignifica a espacialidade visual. Com um design de som autônomo, EstereoEnsaios São Paulo pretende ser um registro poético de uma cidade de nossa época.

EstereoEnsaios São Paulo foi filmado com tecnologia de câmeras 4K 3D (super-alta- definição e estereoscópica). O filme explora a linguagem do gigantismo da cidade por coerência com a tecnologia 4k que reflete mais de oito milhões de pixels por frame. O filme foi captado com apenas um par de câmeras suportadas e posicionadas em um rig para produzir a estereoscopia.

O filme explora o “espaço”, usando estereografia não como um efeito, mas como uma linguagem. O filme é inspirado em Walter Benjamin e seus escritos sobre a cidade moderna do início do século XX, em que ele descreve edifícios e objetos que se destacam no olho do observador, estereoscopicamente, como se fossem “gavetas abrindo”.

 

 

Via Archdaily



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