Galeria do Rock

Galeria do Rock

A história da Galeria de Rock se mistura com a história da cidade de São Paulo desde de sua inauguração, em 1963, projeto do arquiteto Alfredo Mathias. De lá pra cá, ela passou por intensas transformações, como uma miniatura da cidade em seu entorno. Foi ícone do comércio, foi abandonada, e muitos anos depois foi reocupada e se tornou o point do gênero rock dos dias atuais. Sua principal caraterística é a capacidade de ser uma continuação da rua, com lojas à vista e um conceito que mistura o uso de praça e centro de compras.

Há 50 anos, seu nome era Shopping Grandes Galerias e já apontava uma tendência apela especificação do comércio. Mas o rock ainda passava longe dali, no contexto dos anos 60 e a reocupação do centro da cidade. Na era anterior aos grandes shopping centers característicos da São Paulo de hoje, o comércio têxtil dominava a galeria, que abrigava mais de 100 alfaiates. Entretanto, com a vinda dos grandes shoppings fechados no final da década, o Grandes Galerias ficou abandonado por quase cinco anos após perder seus lojistas para os empreendimentos da zona sul e oeste.

A partir de 76 é aberta a primeira loja punk, que foi mal vista pela administração, que decidiu proibir que novas lojas com o tema se instalassem ali. O temor era de que os hábitos dessa tribo espantassem a clientela comum, ofendendo a moral e os bons costumes. A Galeria do Rock que conhecemos hoje só foi ter sua cara a partir de 93, com a nova administração e o fim da proibição. As lojas do gênero rock se tornaram soberanas, resgatando a tendência pela especificação do espaço, mas com um perfil completamente diferente. A galeria vizinha também passou por um processo parecido, e hoje é conhecida como a Galeria do Reggae.


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