Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

A primeira obra de arte exposta pelo Museu de Arte Moderna do Rio contém todas as outras. Seu prédio é um ícone da arquitetura racionalista. Com localização privilegiada, no Parque do Aterro do Flamengo, o museu ganhou fama internacional e se tornou um marco na carreira de seu arquiteto, Affonso Eduardo Reidy.

A entidade do museu foi fundada em 1948 e existiu antes de seu prédio definitivo. Chegou até a ocupar provisoriamente o térreo do Palácio Gustavo Capanema até o início dos trabalhos detalhados dos projetistas, em 1956. Entretanto, Reidy não viveu para ver sua obra pronta, concluída somente em 1967.

As colunas do MAM-RJ se projetam por fora, como um exoesqueleto, fazendo com que o edifício ocupe um espaço maior e, assim, pareça de maior escala. O arranjo das colunas garante uma ampla área de vão livre no térreo para convivência e exposições. Isso gera uma continuidade em relação ao parque, com jardins projetados por Burle Marx. Fazem parte do complexo o edifício escola e o pavilhão de exposições. Sobre este último, Reidy falou sobre as escolhas adotadas:

“Se a correspondência entre a obra arquitetural e o ambiente físico que o envolve é sempre uma questão da maior importância, no caso do edifício do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro essa condição adquire ainda maior vulto, dada a situação privilegiada do local em que está sendo construído, em pleno coração de cidade, no meio de uma extensa área que num futuro próximo será um belo parque público, debruçado sobre o mar, frente à entrada da barra e rodeada pela mais bela paisagem do mundo. Foi preocupação constante do arquiteto evitar, tanto quanto possível, que o edifício viesse a constituir um elemento perturbador na paisagem, entrando em conflito com a natureza. Daí o partido adotado, com o predomínio da horizontal em contraposição ao movimento perfil das montanhas e o emprego de uma estrutura extremamente vazada e transparente, que permitirá manter a continuidade dos jardins até o mar, através do próprio edifício, o qual deixará livre uma parte apreciável do pavimento térreo. Em lugar de confinar as obras de arte entre quatro paredes, num absoluto isolamento do mundo exterior, foi adotada uma solução aberta, em que a natureza circundante participasse do espetáculo oferecido ao visitante do Museu.”

Boa parte de seu acervo se perdeu em 1978 durante um incêndio.


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