Novo acordo para criação do Parque Augusta

A apropriação do terreno, discutida desde a década de 1970, foi oficialmente concedida aos apoiadores do Parque Augusta. O acordo firmado entre a prefeitura e as construtoras Cyrela e Setin como solução para tornar o espaço público já havia sido apontada anteriormente por diversos urbanistas e ativistas como viável.

A proposta é de que as construtoras doem o terreno à prefeitura e em troca seja repassada a elas títulos de potencial construtivo que poderão ser utilizados em empreendimentos em outras regiões da cidade.

Os proprietários receberão um Certificado de Transferência de aproximadamente 3.360m² (correspondente a 10% da área de 24.000m², acrescido do fator de incentivo 1,4, conforme a regra de transferência aplicada em uma ZEPAM), e devem ainda pagar uma indenização de R$ 9,8 milhões, dos quais R$ 6,2 milhões serão destinados à construção do parque, R$ 2 milhões para sua manutenção durante dois anos e o restante para obras sociais e ajustes relacionados à Praça Roosevelt.

 

Foto: Danilo Verpa / Folhapress

 

História:

Em 2011 a Câmara aprovou em 1ª votação a criação do parque. Logo no ano seguinte, as empresas Setin e Cyrela apresentaram seu projeto para a área. A ideia inicial das construtoras era erguer duas a três torres que abrigariam possivelmente unidades comerciais e hoteleiras, além de residenciais. Em 2013 os portões do terreno foram por fim fechados ao público.

Diversos movimentos ganharam vida em prol do Parque durante os anos seguintes.até que em 2017, o então prefeito de São Paulo, João Doria, propõe às construtoras uma área pertencente ao município na região de Pinheiros, em troca do terreno do parque. O acordo foi recusado pelas construtoras antes mesmo ter ganhar o aval da Justiça e da Câmara.

O último acordo firmado entre Prefeitura e as empresas envolvidas promete ser entregue à população até 2020.  

 

 

 

Fontes: Estadão e Raquel Rolnik

 



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