O conjunto da Pampulha

by Paulo Markun | 20 de abril de 2014 13:05

A encomenda foi do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek de Oliveira, ao jovem arquiteto Oscar Niemeyer[1]: construir cinco edifícios em torno do largo artificial da Pampulha – um cassino, um clube de elite, um salão de danças popular, uma igreja e um hotel, que não foi realizado. Mais adiante, o prefeito ainda pediu uma residência de veraneio para ele e sua família.
Parte do plano de modernização da cidade, como a cidade universitária e o distrito industrial, batizado de Cidade Industrial, o complexo pretendia criar na Pampulha um centro de lazer de luzo. Niemeyer chamou o calculista Joaquim Cardoso e o paisagista Roberto Burle Marx [2]e projetou cada edifício como uma unidade, mas interligada aos demais.
A Igreja de São Francisco é considerada a obra-prima do conjunto. Nessa obra o arquiteto lança mão de nova solução construtiva: não mais a estrutura independente, com lajes de concreto apoiadas em pilares, de acordo com o léxico arquitetônico racionalista, mas uma abóbada parabólica de concreto armado, estrutura até então só empregada em obras de engenharia como o hangar de aviões do aeroporto de Orly, em Paris.

Endnotes:
  1. Oscar Niemeyer: http://arquiteturaparatodos.org.br/oscar-niemeyer/
  2. Roberto Burle Marx : http://arquiteturaparatodos.org.br/burle-marx/

Source URL: http://arquiteturaurbanismotodos.org.br/pampulha/