Rio de Janeiro é consagrado pela UNESCO como a primeira capital mundial da arquitetura

O título foi concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na manhã da sexta, 18 de janeiro, em cerimônia realizada na sede da entidade em Paris e é decorrente da realização do Congresso Mundial de Arquitetos no Rio em 2020. É a primeira vez que uma cidade recebe essa designação – criada no ano passado em parceria entre a UNESCO e a União Internacional dos Arquitetos (UIA). A cerimônia reuniu o subdiretor de Cultura da UNESCO, Ernesto Ottone; a Secretária de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, Verena Andreatta; o presidente da UIA Thomas Vonier, além do presidente do Comitê Executivo do Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio, Sérgio Magalhães, e do presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Nivaldo Andrade.

“Capital Mundial da Arquitetura e Congresso Mundial de Arquitetos formam um binômio de extrema importância para a cidade do Rio e para a cultura arquitetônica brasileira. Especialmente porque proporciona um diálogo com a sociedade que deverá criar um novo tempo para o enfrentamento dos desafios das nossas cidades”, afirma o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães.

“Grandes momentos não ocorrem todo o tempo, esse é um deles”, declara o arquiteto e urbanista Luciano Guimarães, presidente do CAU/BR.  “A consagração, ao aliar o ambiente construído e a beleza natural da cidade do Rio de Janeiro, é um reconhecimento do fundamental papel dos arquitetos e urbanistas na qualificação de nossas cidades”. Ele lembra que faz um bom tempo que a UIA busca junto com a UNESCO aprovar para a cidade que hospeda o Congresso Mundial de Arquitetos a cidade como Capital Mundial da Arquitetura. “O sonho hoje é uma realidade e para nossa sorte o Rio de Janeiro – Rio 2020 será a sede da primeira. Nossas congratulações e agradecimentos vão para essas pessoas que estiveram envolvidas no sucesso desse processo a nível nacional e internacional, em particular aqui no Brasil ao IAB e a Prefeitura do Rio de Janeiro”.

 

Da esquerda para direita: Anibal Sabrosa, ex-presidente da Associação dos Escritórios de Arquitetura do Brasil (Asbea) no Rio; Nivaldo Andrade, presidente do IAB; Vereana Andreatta, secretária Municipal de Urbanismo; Fabian Llisterri, tesoureiro da União Internacional de Arquitetos (UIA); Thomas Vournier, presidente da UIA; e Sergio Magalhães, presidente do 27° Congresso da UIA 2020 – Foto: Fernando Thompson/Prefeitura do Rio

 

A conquista do título não aconteceu à toa. Cidade de grande diversidade urbanística, o Rio tem em seu território situações comuns tanto em grandes centros urbanos de países ricos como em desenvolvimento, o que a torna um caso quase único de interesse para os arquitetos do mundo todo.

“Apesar de relativamente nova, a cidade do Rio já deixou valiosas referências na história da arquitetura. Ao longo de seus poucos séculos, passou por transformações substanciais, de grande magnitude, com técnicas complexas da engenharia e do urbanismo contemporâneos. Poucas cidades tiveram alteração tão expressiva em sua topografia original. Temos uma mescla eclética de estilos arquitetônicos e paisagem urbana reverenciada pelo mundo por suas condições naturais. O título de Capital Mundial da Arquitetura é a justa condecoração desta história”, defende a arquiteta  urbanista Verena Andreatta, Secretária de Urbanismo da cidade.

 

 

O texto na íntegra você acompanha na página do CAU/BR



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