Severiano Mário Porto

Severiano Mário Porto

Mineiro de Uberlândia (1928), Severiano Mario Porto formou-se em Arquitetura na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Tinha 37 anos quando foi para Manaus. Naquela época, 1965, a Amazônia ainda tinha poucas obras de porte e ele foi um dos primeiros profissionais a implantar ali novos padrões de projeto, métodos construtivos e materiais adequados à região.
Seu primeiro projeto na região, nunca foi executado – uma nova sede para a Assembléia Legislativa do Estado. Pouco depois, construir uma escola toda de madeira, enfrentando resistência por parte da burocracia, que via no material, “uma coisa de pobre”, segundo o próprio Severiano.
Severiano e sua família foram morar numa casa de madeira junto a um igarapé, como vivem os ribeirinhos e esse contato íntimo com a região o levou a compreender melhor a arquitetura que poderia realizar na Amazônia.
Seu trabalho foi reconhecido nacional e ele recebeu vários prêmios. O Estádio Vivaldo Lima, recentemente substituído por uma moderna “Arena” foi agraciado com “Menção Honrosa” na terceira premiação anual do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB.
Dois anos mais tarde, em 1967, foi premiado pelo Restaurante Chapéu de Palha, em que utilizou materiais abundantes na região, como madeira e palha e segundo a IAB, conseguiu um bom resultado “pela simplicidade bem sugere as origens e tradições locais”.
Em 1971, a própria residência de Mario Porto lhe assegurou outro prêmio do IAB, pela “excelente proposta do autor, coerente, elaborada com vocabulário brasileiro, com uso adequado dos materiais, respeitando o meio ambiente, sem se alienar da técnica contemporânea”.



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