Gregory Warchavchik

Gregory Warchavchik

Foto Zanella & Morcardi, Acervo FAU USP

Nascido em Odessa, na Ucrânia, em 1896, Gregori Ilych Warchavchik Formou-se em 1920, no Reggio Istituto Superiori di Belle Arti [Real Instituto Superior de Belas Artes], em Roma, e chegou a trabalhar com os ex-professores Marcello Piacentini e Vincenzo Fasolo. Em 1923, veio para o Brasil, contratado pela Companhia Construtora de Santos, dirigida por Roberto Simonsen. Dois anos mais tarde, publicou o texto Futurismo? no jornal italiano de São Paulo Il Piccollo, logo depois traduzido e republicado no Correio da Manhã com o título Acerca da Arquitetura Moderna, e que seria considerado o primeiro manifesto de arquitetura moderna no Brasil. Já casado com Mina Klabin, filha de um industrial da elite paulista, em 1927, Warchavchik naturalizou-se brasileiro e abriu seu próprio escritório.
Sua primeira obra, a casa da rua Santa Cruz, de 1928, é considerada o primeiro exemplar da arquitetura moderna no Brasil. Em 1930, Warchavchik constrói a casa da rua Itápolis, inaugurada com a “exposição de uma casa modernista”, onde além da residência projeta peças de mobiliário, luminárias e esquadrias, e decora o ambiente com obras de arte e peças de design dos modernistas brasileiros.
Le Corbusier visita a obra e convidou Warchavichik para ser o delegado da América do Sul aos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna. Em 1931, a convite de Lúcio Costa, passou a lecionar na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, no Rio de Janeiro. Depois de fazer diversos projetos modernistas no Rio e em São Paulo, no final dos anos 1930, conquistou o prêmio na categoria prédios de apartamentos no concurso promovido por Prestes Maia na Prefeitura de São Paulo com o Edifício Barão de Limeira, de 1939. Nesse ano também participou do concurso para o Paço Municipal de São Paulo, ficando em 2º lugar.
Seu escritório funcionou até a década de 1960. Warchavickik morreu em 1972 em São Paulo.


Artigos relacionados

Burle Marx

Roberto Burle Marx, um expoente do paisagismo no Brasil, estudou pintura em Berlim, na Alemanha, no final dos anos 1920. Ele introduz o uso de plantas nativas para composição dos jardins e cria os primeiros projetos de terraços com uma aura especificamente brasileira.

Lauro Cavalcanti lança biografia do Palácio Capanema

A história do Palácio Gustavo Capanema – também conhecido como o prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC) no Rio de Janeiro – é contada pelo arquiteto, antropólogo e curador de exposições Lauro Cavalcanti, em uma narrativa que mistura

Prefeitura de São Paulo engaveta projeto de Paulo Mendes da Rocha no Ibirapuera

Vencedor em 2006 do Pritzker Prize, espécie de Nobel da arquitetura, Mendes da Rocha, hoje com 89 anos, foi contratado em 2015 pela gestão Haddad para dar uma “nova cara” ao parque, com a revitalização do Pavilhão Lucas Nogueira Garcez,

Um comentário

Escreva um comentário
  1. Vimala
    Vimala 21 janeiro, 2016, 20:53

    Importante a descrição de todos esse autores.
    Acredito que seria de grande valia a visualização dos projetos de arquitetura desses autores, e se possível, um memorial descritivo do projeto .
    Dessa forma ,proporciona também um entendimento de como a sociedade brasileira foi se desenvolvendo em termos urbanos e sociais.

    Responda este comentário

Escreva um comentário

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: